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Junto à aldeia da Castanheira (freguesia de Albergaria da Serra- 146 habitantes), no limite sul do concelho, ocorre aquele que é, o mais conhecido fenómeno geológico da Arouca, as pedras parideiras. Trata-se de um pequeno (1000 x 600 m) afloramento de granito com abundantes nódulos discóides e biconvexos de biotite, que se libertam da rocha-mãe por termoclastia, acumulando-se no solo. Os nódulos, de 1 a 12 cm de diâmetro, tem a mesma composição mineralógica do granito, pois embora constituídos exteriormente apenas por biotite, possuem um núcleo de quartzo e feldspato potássico. Bloco do granito nodular da Castanheira, popularmente célebre como a pedra parideira de Arouca. 
Amostra do granito nodular da Castanheira; note-se que os nódulos não descolam na totalidade antes deixando um baixo relevo com as camadas externas. Este tipo de granito é único em Portugal e raro no mundo. O granito da Castanheira é considerado uma "anomalia" do granito da Serra da Freita. Em 1993, três geólogos do Reino Unido publicaram um estudo sobre a génese deste granito. Concluíram que a sua formação terá ocorrido devido à separação, na fase final da cristalização magmática do granito da Serra da Freita, de um fluido cloretado rico em voláteis. No processo* ter-se-à gerado um gradiente químico na interface magma / bolha de voláteis, que favoreceu a complexação e a mobilização de ferro do magma residual. A bolha, menos densa que o magma, terá ascendido, ficando como que a flutuar no tecto desta porção da câmara magmática. 
Amostras dos nódulos biotíticos do granito da Castanheira (Arouca). 
Esquema estrutural do granito da Serra da Freita e do granito nodular da Castanheira (adaptado do estudo de Reavy et al., 1993). ______________________________________________________________________ * O processo pode ser, esquematicamente, descrito pela reacção: 3 FeCl2 + 4 H2O + KAlSi3O8 ====== KFe3AlSi3O10(OH)2 + 6 HCl bolha fusão biotite
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