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Epílogo

 

 
  
 
 
 
Actividades seta Os fósseis de Canelas seta As trilobites
As trilobites

As trilobites eram artrópodes marinhos que viveram exclusivamente nos mares do Paleozóico (542-251 Ma). A maioria vivia em ambientes pouco profundos, arrastando-se pelo fundo, deixando por vezes marcas fossilizadas, denominadas cruzianas (conhecidas também por bilobites), que também se encontram nesta jazida. Em Canelas os fósseis ocorrem num estrato com cerca de 100 m de espessura, de idade Ordovícica,  mais especificamente do Oretaniano inferior, com cerca de 465 Ma. Esse estrato faz parte do sulco Dúrico-Beirão, tendo uma apreciável continuidade geográfica e estando particularmente bem estudado (desde o século XIX)  na região de Valongo.
As principais espécies encontradas em Canelas são: Ectillaenus giganteus, Hungioides boehmicus, Neseuretus avus, Nobiliasaphus delesse, Ogyginus forteyi, Placoparia cambriensis, Retamaspis melendezi, Colpocoryphe thorali conjugens. Algumas destas espécies eram cosmopolitas, outras tinham uma pequenas repartição geográfica. O gigantismo destas trilobites deve-se, em parte (30-40 %), à dilatação associada com a deformação, já que o plano da foliação da ardósia coincide com o da estratificação original.

A importância das trilobites desta jazida foi oficialmente reconhecida em 1999 com a inclusão de uma trilobite no brasão da freguesia de Canelas. Esta é uma das raras representações de fósseis em heráldicas, em todo o mundo.

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Mapa geológico do noroeste de Portugal onde se pode observar o sulco Dúrico-Beirão (alinhamento de cor preta que vai de Esposende até sudeste de Castro Daire).

ImageAs trilobites são classificadas com base nas  características morfológicas. A designação desta classe de artrópodes resulta do seu corpo estar segmentado, longitudinalmente, em três partes. Existe ainda uma nítida divisão transversal, também em três partes (céfalo, tórax e pigidio).

 

 

 

 

 

 

 

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Nesta trilobite é notório o desenvolvimento dos olhos (de natureza idêntica à dos insectos actuais) e a ornamentação do céfalo. Algumas trilobites, no entanto, eram desprovidas de olhos.

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Repartição no tempo das nove ordens e de algumas das principais  famílias de trilobites.

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O surgimento, o apogeu, o declínio e a extinção das trilobites (escala vertical em milhões de anos).

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Trilobite da espécie Hungioides boehmicus (o fóssil da imagem é, segundo Manuel Valério proprietário da louseira, a nível mundial, provavelmente, o mais perfeito encontrado até hoje). No canto superior esquerdo: heráldica da freguesia de Canelas (Arouca) na qual figura uma trilobite.

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Alguns dos fósseis do Ordovícico da "pedreira do Valério", em Canelas, Arouca. Em cima à esquerda- Trilobite da espécie Ectillaenus giganteus (pormenor de placa com exemplares de 30 cm). Em cima à direita- Cruziana (pistas de locomoção de trilobites no fundo marinho; escala de 1 cm). Em baixo à esquerda- Braquiópodes do género Orthis. (com 5,5 cm de largura). Em baixo à direita- várias colónias de graptólitos.