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Actividades seta Os fósseis de Canelas seta O renascer dos graptólitos?
O renascer dos graptólitos?

Em 1992 Noel Dilly, professor de oftalmologia no St. George's Hospital Medical School em Londres, zoólogo marinho amador (no entanto, considerado um dos maiores especialistas mundiais em pterobrânquios1) encontrou uma nova espécie desta classe de organismos, quando estudava uma amostragem realizada em 1989 por oceanógrafos franceses na região das ilhas Lifou, na Nova Caledónia, a meio caminho entre as ilhas Fiji e Brisbane, na Austrália.

O trabalho de Dilly, publicado na prestigiosa revista londrina Journal of Zoology (v.229, p.69-78) descreveu, pela primeira vez, a espécie (Cephalodiscus graptolitoides Dilly, 1993) tendo, simultaneamente, contribuído para desvendar vários enigmas relativos à biologia dos graptólitos, nomeadamente, estimar o seu tempo de duração em vida, a forma como construíam as estruturas ou o grau de cooperação entre os zoóides. Segundo Dilly este organismo é um novo género de graptólito (o único vivo conhecido) e, portanto, os graptólitos seriam um grupo extinto dos pterobrânquios, e não uma classe à parte. Contudo, esta hipótese não é ainda aceite pela maioria dos cientistas.

A importância desta descoberta foi referida na famosa revista Nature (v.362, p.209-210) num artigo com o sugestivo título Graptolites come to life (Graptólitos regressam à vida).

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Colónia de Cephalodiscus densus.  Largura da imagem cerca de 10 cm. Fonte na internet.

ImageTaxonomia dos graptólitos (classe extinta há cerca de 250 Ma) e dos seres vivos actuais aparentados. Os algarismos indicam o número de espécies conhecidas no ano 2005.

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1 Pterobrânquios: animais marinhos coloniais que vivem agarrados ao fundo marinho até cerca de 700 m de profundidade. A colónia têm normalmente entre 2 e 3 cm e consiste em estruturas tubulares divididas em pequenas cavidades onde habitam os zoóides. Para se alimentarem estes elevam-se das estruturas e filtram o microplâncton com os seus tentáculos ondulantes. A estrutura é construída pelos zoóides em sucessivas deposições de colagénio (proteína segregada em órgãos internos específicos).