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As minas de volfrâmio
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Actividades seta As minas de volfrâmio
As minas de volfrâmio

O elemento químico volfrâmio, também chamado tungsténio (símbolo químico W) é um metal que possui propriedades extraordinárias. Tem o mais alto ponto de fusão (3410 ºC), a menor expansão térmica, de entre todos os metais, e a sua densidade é elevadíssima (19,3 gcm-3; atente-se, como comparação, aos 7,86 gcm-3 do ferro). Combinado com o carbono, constitui o carboneto de tungsténio (WC) que é uma das ligas metálicas mais duras que se conhece. O tungsténio nos tempos da guerra era usado, fundamentalmente, em três aplicações: 1- aços duros para fazer ferramentas de corte, 2- pontas perfurantes para armamento (rockets), e 3- aços usados em blindagens anti-perfurantes para tanques. Actualmente duas das maiores aplicações é como filamento de lâmpadas, e em ligas para perfuradoras usadas na prospecção de petróleo e na indústria mineira.
É virtualmente impossível saber quanto volfrâmio foi extraído nas serras de Arouca, porque muito do volfrâmio era vendido pelos "pilhas" que o obtinham ilegalmente. As minas de Rio de Frades e Regoufe constituem, no concelho de Arouca, o primeiro grande movimento de industrialização e de proletarização, e ainda, o maior investimento estrangeiro, no concelho até aos dias de hoje.
A exploração do volfrâmio em Arouca remonta pelo menos a 1910. A extracção terminou em data incerta na década de sessenta. Portugal foi um importante produtor mundial, sobretudo no período das duas Guerras Mundiais e em especial nos anos 1941-42 (veja-se o gráfico da página seguinte); a Guerra da Coreia, na década de cinquenta, proporcionou outro "pico" de produção. O volfrâmio em 1942 estava oficialmente cotado ao preço de 150 escudos o quilo; no entanto no mercado livre vendia-se a 500 escudos chegando no pico do conflito mundial a transaccionar-se a 1000 escudos. Nessa altura um mineiro ganhava 18 a 20 escudos por dia e um trabalhador rural 7 a 8 escudos, importâncias que permitem relativizar o valor do metal na altura.
A procura do metal pesado era tal que no vale de Alvarenga os campos foram todos revolvidos até à profundidade de 6 metros (tratava-se aqui de extrair o volfrâmio aluvionar). No entanto, quase todas as minas eram subterrâneas e estendiam-se por centenas de metros e por vários pisos.

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Imagem da esquerda: volframite, quimicamente (Fe,Mn) WO4, um dos dois  principais minerais de onde se extraí o tungsténio. Amostra com o peso de 180 g que valia, no tempo da II Geurra Mundial, no mercado negro, dinheiro correspondente a mais de uma semana de trabalho. Imagem da direita: tungsténio (99,9 % puro). Amostra com o peso de 1006 g.

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Proporções do total da produção mineira de tungsténio, por países, nos anos 1930-90 e produção no ano 2003. Nesse ano a produção portuguesa (mina da Panasqueira) colocou o país em 5º lugar na produção mundial, com 700 toneladas. No entanto esse valor equivale apenas a 1,2 % da produção mundial.

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Reservas mundiais de tungsténio no ano 2005, em milhares de toneladas de metal contido nos minérios.  A soma perfaz 2 900 000 toneladas que, ao ritmo de produção do ano 2005 (62 100 toneladas), darão para mais 47 anos

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Extracto da folha nº 155 da Carta Militar de Portugal à escala 1: 25 000. Esta carta abrange  as áreas mineiras de Regoufe e de Rio de Frades. A quadrícula corresponde à área de 1 km2.