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No início do período Ordovícico a região de Arouca situava-se numa plataforma marinha que bordejava o norte do supercontinente Gondwana. Nessa altura terá ocorrido abundante sedimentação detrítica composta, maioritariamente, por grãos de quartzo (um dos minerais mais resistente ao transporte e à alteração química). No decurso da litificação essas concentrações de areia deram origem a arenitos que foram, posteriormente, metamorfizados em quartzitos. Na passagem para o Ordovícico médio verificou-se uma subida acentuada do nível do oceano, e em resultado ocorreu a sedimentação de materiais mais finos em ambientes menos oxigenados. As oscilações do nível do mar terão provocado alguns hiatos deposicionais durante o Darriwiliano; um hiato maior, da ordem dos 15 Ma, terá ocorrrido próximo do fim do Ordovícico. Nesta altura terá havido, novamente, abundante deposição de areias. A esta sedimentação associaram-se sedimentos glaciomarinhos, o que pressupõe um clima muito frio para essa altura. Há mesmo evidências aqui, como noutras partes do mundo (Europa, Saara, Arábia, Brasil) em rochas da mesma idade, de terem havido icebergues a "navegar" nos oceanos. Uma das principais razões que levam os geólogos a supôr a existências dos icebergues é a ocorrência de concentrações de pequenos seixos em rochas metassedimentares de granulometria muito mais fina; os seixos ter-se-iam desprendido daqueles blocos gigantes de gelo, durante a sua lenta fusão. 
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